Brasil está longe da equidade social e reformas não chegam
A discussão sobre o valor do salário mínimo já está ficando velha, mas a indignação da população não diminui. E realmente é difícil fazer a sociedade entender e aceitar que é possível que parlamentares tenham 62% de reajuste e passem a receber cerca R$ 26 mil mensais além de uma série de outros benefícios, enquanto o trabalhador é contemplado com aumento de salário de R$ 510 para R$ 545.
É difícil porque não há mesmo explicação. A diferença entre a maior e a menor remuneração do país é algo sem justificativa. E, para piorar a situação, em meio à discussão, surge a informação sobre as aposentadorias de ex-governadores.
Há cientistas sociais e políticos que usam a diferença entre o maior e o menor salário do país como indicativo de desenvolvimento social e de consolidação da democracia. Uma diferença por eles considerada aceitável seria de 15 vezes. A ideal estaria em torno de dez vezes.
A discussão sobre o valor do salário mínimo já está ficando velha, mas a indignação da população não diminui. E realmente é difícil fazer a sociedade entender e aceitar que é possível que parlamentares tenham 62% de reajuste e passem a receber cerca R$ 26 mil mensais além de uma série de outros benefícios, enquanto o trabalhador é contemplado com aumento de salário de R$ 510 para R$ 545.
É difícil porque não há mesmo explicação. A diferença entre a maior e a menor remuneração do país é algo sem justificativa. E, para piorar a situação, em meio à discussão, surge a informação sobre as aposentadorias de ex-governadores.
Há cientistas sociais e políticos que usam a diferença entre o maior e o menor salário do país como indicativo de desenvolvimento social e de consolidação da democracia. Uma diferença por eles considerada aceitável seria de 15 vezes. A ideal estaria em torno de dez vezes.
Como no Brasil essa diferença é de 47 vezes, é possível dizer que o país, de acordo com a teoria, está muito longe da consolidação democrática e de equidade social. É preciso que se diga que o governo do ex-presidente Lula fez um trabalho importante no combate à extrema pobreza. A iniciativa é importante acima de tudo porque matou e está matando a fome de milhares de pessoas. Entretanto, é necessário dizer que o país está muito distante de uma distribuição de renda minimamente aceitável.
E, para que a divisão da riqueza do país seja mais justa, é preciso que sejam feitas as reformas tributária, trabalhista e previdenciária. Chega de se ouvir dizer que a Previdência Social vai quebrar com o aumento do mínimo. Se os impostos e os encargos forem reduzidos, o governo e os empresários conseguirão pagar. (Carla Kreefft)
E, para que a divisão da riqueza do país seja mais justa, é preciso que sejam feitas as reformas tributária, trabalhista e previdenciária. Chega de se ouvir dizer que a Previdência Social vai quebrar com o aumento do mínimo. Se os impostos e os encargos forem reduzidos, o governo e os empresários conseguirão pagar. (Carla Kreefft)
Fonte: Jornal Otempo 29/01/2011